"Eu devo admitir que sempre foi um amor proibido… Enfim, quem nunca amou alguém que não pudesse amar? 

Sim, era meu professor de geografia.

Numa certa noite, na minha casa, minha mãe inventou de chamar o professor X para jantar conosco.

Ele me olhava tão fixamente e tudo que ele falava era como uma indireta para mim. 

Me encantei perdidamente por aquele olhar. O desejo só aumentava.

De repente ele passou seu pé ao entorno de minhas pernas. Aquilo foi o ponto máximo da minha vontade.

Minha mãe e meu pai saíram para comprar a sobremesa. 

Professor X veio ao pé do meu ouvido e sussurrou:

 - Sei o que você quer… 

Na hora agarrei ele e beijei-o como se nunca tivesse beijado na vida.

Era um fogo muito ardente, algo inexplicável.

Ele me empurrou para o chão, cai claro, mas cai em seus braços ao meu redor, empurrando a manga da blusa.

Desabotoou minha camisa e começou a passar a mão em cada pedaço do meu corpo. 

Isso tudo perdeu o controle. Ele parecia uma animal selvagem, um morto de sede em uma seca de anos. 

Ouvimos uma buzina. Acabou tudo.

Ele se vestiu rapidamente e foi para o banheiro. Me disse para entra no banho que ele sairia pela porta dos fundos.

Não era meus pais. Ignoramos tudo e literalmente, fui tomar banho… Melhor, fomos tomar banho”

E é por isso que eu aprendi a te amar. A gostar do seu jeito bobo de ser. Não bobo feliz, mas um bobo que me martelava com suas loucuras e suas ideias fúteis de dominar o mundo.

E talvez seja esse pequeno detalhe que me fez ficar perdidamente louca por você

Sim, eu te amo!

"Sua risada misteriosa não me engana. Eu conheço cada passo que você dá. Sei dos seus gostos, sua inteligência, e sei até onde vai sua malícia. Que morra aquele que nunca fez isso por amor! Parece loucura, mas é só meu jeito meigo de ser. Não sou fofa, e quero que você morra! 

T.

Ps* Quando ler isso, vou estar aí, não sei fazendo o que. Estou esperando sua resposta, lembra do NOSSO nome? T + ? 

Nem eu lembro. Nem te amo mais. 

Morre.

Por favor não me abandone, não me largue não me troque. Venha morar comigo. No meu cafofo, nesse lixo que eu chamo de casa.

Te amo.

Não te quero mais […] “

O nome dele? Todos queriam saber. Na escola, no trabalho, na rua, nos bares em que eu frequentava, nas baladas de domingo, no prédio das minhas tias. Eu nunca comentei com ninguém, nem com minhas amigas. Tinha medo do que iam pensar quando soubessem.

Seu nome? Não vou publicar. Mas acho que seus defeitos já dizem por si só. Seu nome era confuso. Nem eu sabia falar no começo. Até gaguejava. Dava até soluço. 

"Pra mim você foi tão especial quanto todas as coisas que já me aconteceram. Saiba que eu ainda sinto por você o que eu sentia no começo. era incrível e ao mesmo tempo meloso o que você sentia não é? Sei que gosta de outra garota. Alguém mais magra que eu, mais alta que eu, mais bonita que eu, mais sensual que eu, mas festeira que eu. MAIS PIRANHA QUE EU! Você gosta do que não presta. E eu te amo. 

T.”

"Um dia procurei você entre meu lençol assim como tentei encontrar seu amor enquanto estávamos juntos. Necessariamente, eu te encontrei num varal, pendurado com o resto das roupas naquele vilarejo.

Não tive coragem de te matar. Minha raiva era grande, mas meu amor era maior ainda. Você estava dormindo, queria que você acordasse só para te torturar, mas era lindo ver você com os olhos fechados. 

Parecia um anjo…

Só parecia mesmo […]”

"Sinto um pouco de culpa de tudo que está acontecendo… Não quero mais ver seu rosto, nem sentir seu cheiro. É como se tudo ficasse preto, como um buraco sem fim. 

Ele me ligou ontem; 2:44 a.m

Senti tanta raiva que nem atendi.

Voltei para a iluminação de minha vida. Me escondi da escuridão. Estou voltando a ser quem eu era. Acho que vou mata-lo hoje.”

Não era só o fato de existirem milhares de barreiras entre nós dois. Ele nunca soube que eu o amei. E nem saberá.
Uma coisa tão profunda, um segredo tão ingênuo e ao mesmo tempo ambicioso. Não era como nos filmes, não era como nas novelas, nem era como na vida real. Literalmente, nosso amor era algo surreal. No começo para mim foi difícil acreditar amar um grande babaca daquele.
Mas com o tempo me acostumei.

"Tarde chuvosa, o que fazer? Dia após dia eu pensava em ligar para ele. Será que vai me atender? O que falar? Sim, eu estava perdidamente apaixonada por alguém que mal existia. Não era alguém que literalmente não existia, mas ele era um empecilho tão grande na minha vida, que não valeria a pena gastar meus último dois pontos de bateria com ele. 

Eu era forte de mais para amar 

E fraca de mais para esquece- lo.”